Em Minas Gerais, são notificados, aproximadamente, 1.500 novos casos de hanseníase por ano e o tratamento é oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

No passado, a hanseníase foi motivo para promover a exclusão social e a ida de paciente para colônias. Hoje em dia, é recomendado que o paciente leve uma vida comum, junto aos seus entes queridos. De acordo com especialistas, o importante é que a pessoa com hanseníase tenha consciência da importância do tratamento adequado para que o bacilo não continue se espalhando.

Quanto mais informação, mais rápido será o tratamento e menor será o preconceito. É o que explica a referência técnica da coordenação estadual de Dermatologia Sanitária da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), Maria Aparecida de Faria Grossi em reportagem para o site Reportagem Social.

“Imediatamente após iniciar o tratamento, o paciente já não mais transmite a hanseníase para as pessoas com quem convive. Se a população tiver acesso a informações sobre o que é a hanseníase, o diagnóstico será feito mais precocemente, evitando o aparecimento de deformidades. Além disso, em casos iniciais o tratamento é realizado por um tempo menor”, diz a referência técnica.

A hanseníase é uma doença infecciosa, crônica, causada pela bactéria M. leprae, cuja contaminação é feita pela via respiratória. Ela afeta a pele e os nervos periféricos, em especial os dos olhos, braços e pernas. O tempo entre o contágio e o aparecimento dos sintomas é longo e varia de dois a cinco anos. Todo o tratamento da doença é oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e pode durar de e seis a 12 meses dependendo da forma clínica e classificação de cada caso.

Ainda, segundo a referência técnica, é importante que, ao perceber algum sinal, a pessoa com suspeita de hanseníase não se automedique e procure imediatamente um serviço de saúde. “Qualquer mancha na pele ou área de pele aparentemente normal, mas com alteração de sensibilidade, pode ser hanseníase. Neste caso o paciente deve ser encaminhado a uma unidade de saúde para confirmar o diagnóstico e iniciar o tratamento”, afirma Aparecida Grossi.

Números em Minas

Em Minas Gerais, são notificados, aproximadamente, 1.500 novos casos de hanseníase por ano. Em 2012, por exemplo, foram 1.479 novos casos, o que significou 7,45 diagnósticos a cada 100 mil habitantes. Deste total 12,3% foram diagnosticados tardiamente e, portanto, já apresentando deformidade decorrente do avanço da doença.

Quando não tratada ou quando há demora no tratamento, a doença pode causar incapacidades físicas. Mas isso pode ser evitado com o diagnóstico precoce e o tratamento imediato, disponível no Sistema Único de Saúde (SUS). O tratamento é gratuito e pode durar de seis a doze meses.

Os medicamentos são disponibilizados pelo SUS e devem ser tomados todos os dias em casa e, uma vez por mês, sob supervisão no serviço de saúde. Exercícios para prevenir as incapacidades físicas, além de orientações da equipe de saúde da família sobre o autocuidado também fazem parte do tratamento.